Publicado originalmente no blog Alan Moore World. Leia um trecho a seguir.
Em 1996, Alan Moore começou a trabalhar em uma HQ sobre Aleister Crowley. O desenhista seria John Coulthart. A projeto não foi adiante, mas ficou um desenho de Coulthart.
Em uma entrevista para o blog Alan Moore World , o desenhista diz o que lembra do projeto:
“Acho que título era referência a uma frase estranha no O Livro da Lei de Crowley, mas Alan havia planejado sete seções, cada uma dividida em um número determinado de parágrafos. Não me lembro do número exato, mas cada parágrafo teria exatamente 156 palavras, já que 156 era o número oculto — derivado do Dr. John Dee, creio eu — que formava a base da obra. Ah, agora me lembro... eram sete seções porque esse é o número de Babalon, a Mulher Escarlate; Crowley chamava todas as suas esposas e amantes de Mulheres Escarlates, então cada seção examinaria Crowley através da experiência de uma mulher diferente. Fizemos apenas a primeira parte, que trata da primeira esposa de Crowley, Rose Kelly, e suas experiências no Cairo em 1904.
(...)
Acho que a obra completa se chamaria The ill-ordered house in the Victorious City (A casa mal-ordenada na Cidade Vitoriosa") inspirada no Livro da Lei de Crowley. Sete é um número da Babilônia, assim como o número 156. A 156ª seção do Livro da Lei (capítulo III, parágrafo 11) inclui essa frase. Alan usou o número 156 como base para toda a história, a ponto de escrevê-la em parágrafos de 156 palavras cada. Não me lembro quantos parágrafos eram. Obviamente, essa foi uma tarefa difícil, o que explica por que a história não foi concluída. A parte central do desenho é delimitada por uma grade de 156 quadrados”.